Técnicos buscam informações para projeto de desassoreamento

Profissionais da Prefeitura de Sombrio e Amesc foram a Jaguaruna, onde lagoa passou por processo de revitalização, apresentando resultados positivos

Recuperar a maior lagoa de água doce de Santa Catarina, a Lagoa do Sombrio, tem sido um objetivo buscado há anos, senão décadas, pelo poder público dos municípios de seu entorno. Mas, o sonho de tornar as suas águas novamente produtivas e com possibilidade de utilizar a área para o turismo pode estar mais próximo. Técnicos e engenheiros do Governo Municipal de Sombrio e da Associação de Municípios do Extremo Sul Catarinense (Amesc) trabalham com afinco em projeto de desassoreamento.

Na sexta-feira, dia 29, o grupo se deslocou até Jaguaruna, onde projeto semelhante foi aplicado na Lagoa do Camacho, com objetivos de mineração e enfoque na pesca feita por famílias locais e ainda o turismo. “Há cerca de três anos a lagoa estava muito poluída, nem havia acesso às suas margens, mais ou menos como ocorre atualmente na Lagoa do Sombrio”, conta Valmir Daminelli, engenheiro agrônomo da Prefeitura de Sombrio. “Mas aqui, como houve o interesse na extração de conchas calcárias para fins comerciais, uma empresa entrou com os investimentos que geraram a reabilitação da Lagoa.”

O grupo de técnicos visitou a unidade onde ocorre a mineração para extração do material, hoje feita em terreno seco, depois de um período retirando as conchas calcárias do próprio sedimento que causava o assoreamento do fundo da lagoa. Depois de obter as licenças ambientais exigidas para o trabalho, a empresa teve ainda que se integrar com as comunidades próximas, que seriam também beneficiadas com o projeto, unindo mineração, desassoreamento, pesca, turismo e ainda o setor social.

Várias reuniões foram realizadas para explanação do projeto aos moradores, que puderam entrar com suas opiniões e ideias que viessem acrescentar novos pontos de vista e melhorias.

Os técnicos de Sombrio e Amesc foram até as margens da Lagoa do Camacho, onde conversaram com moradores e pescadores, alguns dos principais beneficiados. “Esta área onde agora pudemos chegar de automóvel, segundo os moradores, era de acesso impossível antes do projeto”, afirma Daminelli, postado a centímetros da lâmina d’água. No local, uma pequena baía criada a partir do desassoreamento, está inserido um pequeno porto, onde os pequenos barcos de pesca são ancorados e guardados.

Representantes da empresa mineradora convidaram o grupo para um passeio pelas águas da lagoa, onde antigamente a navegação, mesmo com as pequenas embarcações, era impossível. Visitaram ainda uma ilha artificial, criada também com o material que antes causava o assoreamento. “Esta já é a segunda visita que faço ao local, sendo a primeira na companhia do Secretário de Agricultura de Sombrio, José Antônio da Silva, que também demonstrou grande interesse. Assim é possível termos uma base para saber como elaborar um projeto para a Lagoa do Sombrio”, diz o engenheiro.

Segundo Daminelli, o grupo está em fase inicial dos trabalhos e já conta com dados técnicos de outras tentativas de desassorear a Lagoa. O próximo passo é buscar o apoio de colônias de pescadores. De posse do projeto, a busca será por verbas que possibilitem a revitalização de um dos mais belos cartões postais do Extremo Sul Catarinense, de onde várias famílias tiram o seu sustento e que guarda a possibilidade de implementar de forma inédita o turismo dos municípios de seu redor.

Fotos: Assessoria de Imprensa/PMS

Fonte: Assessoria de Imprensa
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